São Bento continua um espanto

Não há guia encartado nem turista informado que deixe de passar pelo átrio da estação de São Bento a espantar-se com a maravilha que são os paineis de azulejos pintados por Jorge Colaço no início do século passado.

São 551 metros quadrados com evocações de fastos históricos — torneio de Arcos de Valdevez, Egas Moniz diante do rei de Castela, a entrada de D. João I e Dona Filipa na cidade para o seu casamento, a conquista de Ceuta — , cenas rurais do Minho e do Douro e imagens da evolução dos transportes no país.

Um espanto !!!

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O homem de branco

Chegada a primavera, surge o homem de branco no passeio sombrio do “deus dá a sorte” na praça da liberdade, aqui no Porto.

Figura luminosa e personagem simpática, o homem de branco luta pela vida quieto como uma estátua. A quem recompensa a sua incómoda imobilidade, o homem de branco oferece bolas de sabão multicores e lentos movimentos de boneco articulado. As crianças maravilham-se, os adultos sorriem compreensivos e tiram fotos …

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o homem de branco no youtube

 

Empreendedorismo ao rubro

Há notícias que não se podem perder na amálgama dos textos que hoje constitui um jornal pós-moderno no capitalismo. Se delas as empresas jornalísticas podem tirar algum proveito em termos de um aumento de vendas, elas são trazidas à 1ª página sem apelo nem agravo.

No CM foi assim:

empreendedorismo  cm+i

E no i, mais cool, ainda na suspeita:

empreendedorismo  cm+i

O empreendedorismo é um conceito cavaco-laparoto apresentado por relvas, num congresso do dito, recorrendo à prestação ao vivo de um vendedor de amendoins já com a sua carreira empreendedorística sustentável em curso e com as cascas sempre varridas da cena, provando a sua eficiência excepcional.

À altura a criação de empregos estava a zero, eram muitos os empregos que desapareciam e a juventude queria trabalhar. O conceito cavaco-laparoto respondia à questão: como não terás emprego tão cedo e não consegues ou não queres emigrar, faz-te empreendedor e verás o sucesso da economia derramar-se em ti como geleia de mirtilo ou manteiga de amendoim !!!

Realmente do mirtilo aos ferraris, mclarens, maseratis e porsches vai um saltinho de empreendedorismo de advogado (com curso nalguma privada …) embrulhado com alemães (!!!???) a lavar dinheiro de fundos da cee.

Vê-se o estilo:

vieira minho  feira ladra feira gado galinhas flk3

                                                     

O concurso dos demus europeus

Todos os anos a europa mostra, a quem quer ver, os seus dejectos musicais. Fá-lo num song contest altamente publicitado e sob o patrocínio da eurovisão.

Sujeito a uma fórmula comercial e de espectáculo duma pireza indescritível, o song contest aparece como uma réstia do que ainda é nacional na produção e apresentação de canções e por isso o concurso destina-se a escolher um dejecto apresentado em nome dum país por um representante autóctone.

Para quem julgava que a pireza não tem fronteiras o caso fica arrumado pois o song contest é uma luta dos países pela apresentação do dejecto mais dejecto em busca do maior número de votos para sair vencedor.

As luzes e fumos de palco, os movimentos de câmara e os gritos incessantes da assistência são o caldo onde os dejectos ficam a boiar ao longo do espectáculo. E a europa fica em tudo isto representada como um imenso enfadonho dejecto social e político.

E enfim tivemos um salvador, nós, portugal que andou sempre pelas ruas da amargura, incompreendido e sem empreendedorismo que arrecadasse votos suficientes para as nossas cantigas .

Estamos salvos e redimidos e para o ano o orçamento de estado tem mais um rombo que nos vai sair da pele porque o caldo nos compete e teremos de escoar todos os dejectos que se apresentarem no song contest por uma rede de esgotos do tempo do Marquês que terá ser europeísticamente desentupida e requalificada. Pobre Tejo …

grafismos  vidrões lamelas grafismos  ofir urinois  flk4 g+2

A geo-engenharia afinal existe !!!

Mais uma teoria da conspiração que se revela acertada.

Cientistas pagos a peso de ouro tomam o papel de divulgar e defender as práticas que visam alterar a composição da atmosfera terrestre sob o alibi de combate ao “aquecimento” do  planeta pela alteração do clima.

Os chem-trails eram produzidos  à laia de experiência; como houve pouca consciência do facto e diminuta contestação, a opinião pública ficou pronta a receber a notícia de que as pulverizações na atmosfera passarão a fazer parte do arsenal das armas biológicas das forças armadas norte-americanas, ficando assim institucionalizadas sob o manto filantrópico de se evitar que a Terra aqueça demais para a sobrevivência da vida animal e vegetal tal como a conhecemos.

Quanta porcaria vai ser lançada no ar que respiramos é que ainda não se sabe ao certo; quanto cientista já está a enriquecer, também não; quantos jornalistas se vão tornar especialistas na questão e fazer a sua propaganda, é ainda uma incógnita; que corporações vão liderar o processo e os triliões de dollars que arrecadarão, talvez se faça uma ideia.

rastos químicos  sto tirsorastos químicos  sto tirso

Ver texto desenvolvido sobre o assunto

Os 3 porquinhos

trio ugt

Os 3 porquinhos não vivem sempre na floresta escondidos do lobo mau, o seu papão; há dias em que aparecem. Dos 3 porquinhos, um manda numa cidade invicta, sempre leal e cada vez mais turística, cheia de camas baratas, de tripas à quinta-feita e port wine em gaia; outro se não é o rei de Portugal, pouco falta, tudo é dele e do seu ego, ele está em todo o lado, sabe tudo, opina sobre tudo e gosta de ser simpático com toda a gente, súbditos ou não; o terceiro porquinho tem um bigode amarelo que condiz com a sua barriga laranja e o seu coração rosa.

Os 3 porquinhos estão na foto de fato e gravata, com aspecto de gente e muito contentes; mas aquilo não é um molho de rabanetes …

São cravos comprados no Bolhão, onde as flores ainda não mudam de côr, embora se possam encontrar em situações ridículas como esta que algum fotógrafo encartado captou.

Os cravos eram vermelhos e não era a sua côr que destoava.

 

 

As cores do Porto

A cidade tem um ar grave e sério quando a neblina do Douro se estende pela sua margem acima até à Sé; se o fotógrafo optar pelo preto e branco as fotos registarão um timbre pardacento de um casario cinzento subindo do rio por vielas e calçadas num jeito fechado e sombrio porto  a cidade em cinzento chuva copporto  de gaia em cinzento copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  de gaia em cinzento gcv copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  a cidade em cinzento chuva copporto  a cidade em cinzento cop
E em dia de chuva na baixa da cidade

Estando sol, a cidade ganha um aspecto acolhedor e colorido  com o seu vivo casario descendo até ao rioporto  ribeira+ponte pdn copporto  ribeira+ponte pdn flk2 copporto  ribeira+ponte pdn copporto  ribeira+ponte pdn copporto  ribeira+ponte flk2 copporto  ribeira casario flk2 copporto  ribeira casas copporto  casas sé epc copporto  casas sé epc copporto  virtudes casas epc copporto  rua belomonte largo s domingos casas epc copporto  sé casas epc copporto  sé casas epc copporto  sé casas epc copporto  sé casas epc copporto  cordoaria casas epc copporto  rua belomonte largo s domingos casas epc copporto  sé testes casario epc copporto  sé testes casario epc copporto  ribeira+ponte pdn flk2 epc copporto  ribeira+ponte pdn copporto  graffiti av. ponte flk2 epc cop

Um Céu, o mar e o farol

Podia ter estado um fim de tarde sereno. As núvens que anunciavam chuva ficavam no horizonte, sobre o mar. Na praia, um pescador e um grupo de jovens. O farol no seu sítio, aguardando a noite para se alumiar. porto  foz douro céu+marporto  foz douro céu+marporto  foz douro céu+mar

Mas o Céu tinha marcas estranhas a tudo isto …

Podia ter estado um fim de tarde sereno em 26 jan.